segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Ainda desejo o tempo mesmo que isso não me seja permitido. Não é permitido por ti, por mim, pelo mundo, por ele. É uma força maior que eu. É um sentimento único perdido no passado, numa memória, em momentos que já mais serão esquecidos. Isto é triste mesmo que venha de uma grande alegria. Eu não o mereço, ninguém o merece. Muito menos tu, muito menos quem te rodeia. Perdeste-me, a mim, ao meu corpo. Tenho esperança que não seja para sempre, mas pelo menos num presente e num futuro. Queria reaver-te porque apesar de teres perdido o meu corpo nunca perderás o meu ser, o meu sentimento, aquilo que significas para mim. Amo-te.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

hey

Tenho-te procurado, cada vez com mais afinco, mais vontade, mais saudade. Parece que algo nos impede de poder viver juntos. Juntos em qualquer lugar, em qualquer situação, em qualquer emoção que expluda dentro me mim dentro de ti, dentro de nós. Mil e um acasos fazem com que esse final, esse final feliz esteja mais longe, cada vez mais demorado. Não sei quem és, onde estas nem o que fazes, muito menos como serás. Mas sei uma coisa, a mais importante. Aquela que fará a diferença para sempre: Estamos acorrentados, não vamos desprender nos, não vamos conseguir. Já experimentei pedaços de ti, em vários momentos, em varias situação e sei que quando tudo isso se juntar, que quando todos esses momentos voltarem até mim por ti, quando olhar e conseguir ver aquilo que mais anseio o mundo vai parar. Vamos dizer tudo, o bom e o mau e ninguém se irá calar, as vozes gritarão toda a noite e nós vamos dormir abraçados.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Baú

O tempo traz a saudade, apaga o mau e vinca o bom. O tempo traz às recordações a mesma beleza que as estrelas trazem ao céu. O tempo faz encontrar a força da lembrança de um fim de tarde chuvoso. A janela fechada, a chuva leve a bater, as vozes, o calor do corpo, a intensidade do sentimento. O bater do coração, o balançar do cabelo, os lábios pouco abertos. O abraço quente, aconchegante, carinhoso. Aquele abraço que mostra o que mais ninguém consegue ver. Aquele abraço que não chega para amarrar a imensidão do momento mas basta para mostrar tudo o que é importante para alguém. Pessoas, como será possível, pessoas serem tão fortes, tão grandes, tão importantes. Momentos eternos, segundos escassos, horas lentas. Contradições, sensações, emoções. Tudo isto perdido. Tudo por guardar num baú ainda aberto. Baú que não está fechado muito menos arrumado. Este baú que deveria estar guardado no sótão das recordações, fechado a sete chaves. Este baú que só deveria ser aberto quando se partilha momentos eternos, segundos escassos e horas lentas. Nunca esses momentos, segundo e horas deveria passear pelos corredores da vida, a esconderem-se de quem os quer apanhar, a invadirem todos os espaços onde estamos. Nunca deveriam semear esperança, mas acolher a saudade no passado mantendo a distância do presente.

domingo, 1 de novembro de 2009

perdoa-me

Por muito que tente não consigo. Desculpa, mas eu não consigo. Não sei mais nada. Não sei ditar palavras mesmo que sejam soltas quando estás por perto, quando me dirijo a ti fico muda. Quando te vejo os meus olhos cegam, o mundo deixa de existir. Quando te toco ocasionalmente elevo-me, desapareço deste lugar. Queria sentir isso contigo ao meu lado. Assim, não consigo. Perdoa-me. Eu não consigo. Consigo gostar de ti, sim. Gostava de conseguir gostar de ti contigo. Não me deixas. Não queres. Sou eu a querer nadar contra a corrente, procurar o limite da minhas forças, apreciar todas as minhas fraquesas, sentir cada gota de àgua a escorrer-me pela cara. Voar ir para longe, estar contigo no passado, na recordação, e, na fantasia de um futuro. O que seria de um amor sem sonhos mesmo que sejam impossiveis de contretizar? Nada. Gosto de gostar de ti, não minto. Gosto de sentir-me assim por ti, por mais ninguém.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

bem vindo ao passado

Não sei dizer-te o que sinto de maneira nenhuma. Talvez por não existir palavras suficientes para isso. Não me apetece escrever. Não me apetece dizer nada. Apenas pensar em ti. Deitar-me, viajar para bem longe daqui. Viver na fantasia de te ter do meu lado. Fecho os olhos e ainda sinto o sabor dos teus labios, o calor do teu corpo, o som da tua voz. Queria poder ter-te de volta enrolar-me no teu corpo, sentir o teu abraço e o teu toque doce. Vivo num circulo de sensações intensas, pouco claras, ofegantes. É a tua respiração que guia o ritmo do meu passo. São os teus olhos que mostram aquilo que eu sonho ver. És tu, tu e eu, muito longe de um nós. Muito longe de mim. Juro a mim mesma que não existirá uma segunda parte. Custa-me fazer coisas que não quero. Custa-me tanto recordar-te. Custa-me não te esquecer. Quero ver-te a afundar para te tentar salvar, ir mais longe do que é possivel, contigo. Vamos gastar todas as forças. Cair no chão frio. Olhar nos olhos um do outro e ver o que é impossivel descrever em mil e uma palavras. Gritar bem alto. Sorrir com vontade. Vamos chorar de alegria, por favor. Quero-te junto da minha mão, sentir a tua a colar-se na minha, os dedos presos uns nos outros. Tenho saudades de estar de mão dada contigo, parece que mais ninguém tem o poder de me fazer tão feliz quanto aquilo que me fizes-te ser.
''Eu quero lutar contigo devagar. Da-me os braços vem comigo expirar''

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

pequeno ser

Os sentimentos pairam, a imensidão resumiu-se a um pequeno espaço onde percorro os pequenos dias da minha vida. Olho ao espelho e vejo-me ao teu lado. Loucura. Pura Loucura. Olho e vejo a minha imaginação. A minha vontade, o meu querer. Nada mais que isso. É feio, muito feio desejar-te. Não por mim nem por ti. É pelo mundo que me rodeia e pela simplicidade com que os sentimentos sobrevivem dentro de nós, de mim. Principalmente dentro de ti. Tu és algo inexplicável e inalcançável para mim. Um pequeno ser vive de ti para ti. Não eu, não me considero pequena muito menos um ser. Eu sou mais que eu, sou o além do que é permitido ser, sou mais do que aquilo que penso. O ser é algo demasiado extenso para me descrever. Eu sou demasiado vincada para ser considerada um ser. Sou mais do que a dor, mais do que o amor, mais do que a alegria e o ódio que sinto por ti. Sou mais que tudo isso, porque isso cabe dentro de mim ao mesmo tempo. Tudo isso vive de mim, para alguém, hoje para ti. Amanhã? Amanhã não sei.

sábado, 10 de outubro de 2009

Voltas estranhas

Consomes-me a alma. Consomes-me o ser. Consegues consumir tudo aquilo que sou mesmo quando não sou eu. Eu para ti sou tudo que quiseres que eu seja. Tudo o que quiseres, cheirar, tocar, olhar, apreciar. Acima de tudo o que quiseres consumir. Sou bailarina, trapezista, pintora, actriz. Faço tudo o que quiseres e que me deixares fazer sobre a tua influência. Hoje fizeste-me escrever. Tudo isto porque me consomes. Consomes-me não porque me queres consumir mas porque eu quero porque te quero consumir. Consomes-me as forças, a vontade, a ambição, o meu calor humano. Consomes tudo aquilo que sou a uma velocidade alucinante. És rápido, não que seja uma característica particularmente tua mas minha, a minha folia. Faço com que te tornes perspicaz. Não deixas rasto e o teu efeito demora pouco tempo a fazer-se sentir. A mínima coisa serve para me despertares. Basta o cheiro do teu perfume.

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